Manés Online:

O meu primeiro beijo...

Eu quando era mais novo, era extremamente tímido. Por causa disso, demorei muito para dar meu primeiro beijo, pq sempre quando surgia a oportunidade, eu falava alguma besteira involuntária, tremia (sim, eu me cagava todo de nervoso - "poeticamente" falando) que nem vara verde, e embolava palavras e pensamentos. Ñ saia coisa com coisa. Totalmente mongol.

Um dia, esse amigo meu, que por sinal era considerado o "mais sagaz" da turma:

- Cara, tem uma amiga da minha namorada, que é mó gatinha. Vou botar na sua fita.
- Ah cara... Hoje ñ dá... (eu já tremia só de pensar)
- Porra muleke... Tu quer ficar virgem de boca a vida toda? Tu já tá com 13 anos!
(sim, eu demorei para kct para dar meu primeiro beijo - como me encarnavam)
- Pô, claro que ñ...
- Então! A mina é mó gatinha...
- Mas... Eu ñ sei o que vou falar... (e ñ sabia mesmo)
- Ñ esquenta. Teu parceiro aqui te dá as dicas. Vai ser hoje de tarde...
- Tá legal... mas...
- O que?...
- O que eu visto?...
- Ah, Fábio... Vai tomar no cú... Veste o que vc achar melhor... E vê se ñ vai se entupir de perfume.
- Ah, tá... Valeu... Mas...
- Porra, o que é agora?
- Como se beija?
- Num vai querer que eu te mostre, né? Porra... Sei lá... Encosta boca na boca... Enfia a língua e tal...
- A língua tb? E se eu babar?
- Faz parte. Aí vc brinca com a língua dela com a sua. Sacou?
- Ah... Se ela ñ enfiar a língua?
- Sei lá... Porra muleke, se vira....
- er... hehe... tá... humm... mas... se fizer merda?
- Porra muleke. Foda-se... Vai para casa, e treina na mão...

E ele vai para casa puto, e eu para a minha, já nervoso só de pensar. Fui tomar banho, e durante o banho, rolou vários ensaios com a minha mão (ñ maldosos - ñ é punheta). Fiquei treinando beijo na minha mão, até cansar - "tô pronto! Já sei beijar! Como sou sagaz!" - pensei.
 
- Fábiooo....
- Tô terminando o banho. Já vou...
- Aê... Beleza... Tá arrumadão, e sem exagerar na porra do perfume... (teve uma festa que coloquei tanto perfume, q tive q tirar a camisa pq estava começando a me sentir mal - por isso a recriminação)
- Vambora.

Chegando ao local, estava a namorada desse amigo meu, tb muito zoeira...

- Vc que é o famoso Fábio? Huh - rúúú...
- Oi Renata. (totalmente seco e sem sal)
- Que legal!... Ele sempre fala de vc... Das coisas q fazem... er... (ela falando rindo, e eu sério olhando para ela - ficou sem graça)
- ...

Como ele viu q ñ ia rolar muito assunto nem com a namorada, ele interrompeu, falando c ela:

- Beleza... Bom Renata... Cadê a Jaqueline?
- Ah... Tá vindo aí...

Eu ñ falava nada.... Só tremia....

Então que surge ela. Puta que pariu. Tive q concentrar para as minhas pernas ñ me desobedecerem.

- Oi Fábio... Sou a Jaqueline... (nisso, eu ñ sai do lugar para falar com ela. Tive medo das pernas ñ obedecerem, e eu tropeçar)
- Er... Oi. Sou a Jaq... Fábio!... Quero dizer... Sou o Fábio... (eu parecia bêbado falando)
- Hã?...
- Oi... (pronto... todas as palavras sumiram de minha mente. Virei ameba)
- Vc é amigo do Jeff né?
- Er... Sim... A gente mora perto... (porra seu merda... fala alguma coisa inteligente!)
- Ah... Tá...
- Legal seu.... seu... prendedor de cabelo. (puta que pariu! Mandei mal)
- Como?...
- Sim, o que?
- Ñ entendi... Ñ vai falar nada?...
- Mas eu estou falando... Agora... e tal...
- Só um momento...

Nisso ela chamou a namorada desse amigo para conversar no canto, e ele me chamou para conversar, me puxando pelo braço com força:

- Porra Fábio... Tem que puxar assunto... Pergunta coisas para ela... Começa a falar...
- Vou perguntar o que?!?
- Ah, vai lá e... pergunta... que escola ela estuda... que ela faz da vida... sei lá... Ela tá vindo... vai, vai...

Ela volta.

- Jaque... Onde vc estuda?
- Eu estudo no colégio taltaltal... E vc?
- Eu estudo no "25 de Abril"...
- Legal. Eu conheço.
- Eu tb conheço. Estudo lá... (porra Fábio, para de falar merda!)
- ... (Porra, ela respondeu... e agora?)

Volto a cara pro Jeff, com cara de cachorro sem dono:

- Cara... que falo agora?
- Porra... Pergunta... tipo... Se ela mora aqui muito tempo... Se vira... (ele já visivelmente puto)

Volto para ela (detalhe - ela escutava o que eu perguntava pro Jeff):

- Vc mora muito tempo aki?
- Moro desde que nasci.
- Ah!... Legal... (nisso fico uns poucos segundos com sorriso idiota na cara, e balançando a cabeça fazendo sinal de afirmação)
- Er...
- Ei! O que é aquilo! (Nossa que idéia brilhante: eu apontei para longe, para conseguir tempo para pensar em alguma coisa para falar - que "gênio")
- Ñ vi nada.
- Rá! (apontei para ela, e dei uma risada)
- O que?
- Vc ñ viiiuuu...
- Viu o que? Tá maluco?
- Ah, deixa para lá. Nem sei se era mesmo.
- Era mesmo o que?
- Deixa rolar... Muito além da sua compreensão (putz... nem sei pq falei isso - só de lembrar me dá vontade de voltar no tempo, e me dar umas boas porradas!)
- Bom...
- Bom... (E acabou o assunto de novo - merda)
- Renata... Posso falar contigo de novo?

Nisso outra "reunião" Bolinha vs Luluzinha. Nisso está passando Beicinho (figura conhecida na Freguesia), e dá uma paradinha para falar com ela. Ñ sei exatamente o que foi dito, mas sei que a Renata apontava o dedo para mim constantemente. Logo depois disso, ele (todo de preto, e cheio dos piercings) vem falar comigo:

- Aê maluco... Tu tá a fim da mina ou ñ tá?
- Er... Ñ sei... (o mais seqüelado)
- Porra. Ou tá, ou ñ tá.
- Bom... Então... tô... (falando baixinho e pra dentro)
- O que?
- Tô!! Tô sim, tô sim...
- AÍ JAQUELINEEE... Ele tá a fim, sim... (porra, quase me enfiei embaixo da terra nessa hora)

Ela volta:

- Vc está a fim, ou ñ?
- Ñ sei.
- Ñ sabe?
- Bom... Tô sim...
- Então pq vc ñ me beija? (Fudeu... o que eu falo?)
- Só se eu te agarrar. (nem sei como consegui dizer isso)
- Se me agarrar, eu grito.
- (porra, eu mereço) Como assim?
- Ué... Essas coisas ñ são assim. Ñ pode sair me agarrando.
- Mas...
- Vai me beijar?
(putz... confundiu minha pobre cabecinha)
- Er...

Nisso, eu agarrei ela, e dei akele beijo bem escroto... Eu abria a boca, ñ metia a língua (porra, esqueci, né?) e assoprava - afinal, ninguém disse que ñ podia assoprar. Tivemos q parar pq fez um barulhinho do ar escapando, e me deu vontade de rir (tipo peidinho com a boca, sabe?). Outra coisa escrota tb, que como estava tremendo pacas, e minha perna ñ mais me obedecia, eu joguei minha perna direita por trás da dela, para que eu ñ caísse. Imagina só!

Jeff morreu de rir, ficou apontando a mão para mim. Renata ficou rindo e apontando para mim. Beicinho ficou puto, foi embora. Ela me achou esquisito, ñ queria mais me ver. Eu fiquei achando que beijo tinha gosto esquisito, mas poderia ser do aparelho dela - mas lembro de ter sentido gosto de milho - sim ela deve ter comido milho. Tb ñ sabia se tinha assoprado o suficiente, mas já estava sem fôlego.

Terminei de beijar, puxei Jeff para ir embora. Até aceitou numa boa, pq estava quase se cagando de rir, e tb por causa de tanta merda que fiz.

Demorei quase 1 ano para ter coragem de dar as caras naquele lugar novamente. E Jeff nunca mais me apresentou a nenhuma garota...


 Babaquice escrita pelo Fregola às 13h33



Um post sério, só para quebrar um pouco o gelo: "Incomensurável"...

O que nasce...

O conhecimento é fundamental.
O conhecer é preciso.
O Experimentar é válido.
A paixão é química.
O Comprometer é uma escolha.
O amor é uma ilusão.
A desilusão é uma eminencia.
O tempo é o tempo, e ponto final. Não importa.
O esquecer é uma forma de sobrevivencia.
A ignorância é uma dádiva.

...e assim morre. E que fique assim.


 Babaquice escrita pelo Fregola às 22h43



O crime não compensa...

Influencia é uma merda. Bom, de certa forma, podemos dizer que somente somos influenciados porque deixamos.

Quando piralho, lá por uns 11 anos de idade, eu tinha (e até tenho - só não o vejo com a mesma freqüência) um amigo, que éramos como Batman e Robin (não, não éramos e não somos gays!). Andávamos juntos, brincávamos juntos, fazíamos merdas juntos. Muitas e memoráveis merdas - inclusive ele que me apresentou a garota do meu primeiro beijo - mico total (bom, assunto para longo post - se eu publicar! Vergonha total).

Um certo dia, abriu uma papelaria daquelas imensas (acho q era papelaria América, se não me falha a memória) aqui perto de casa. Então ele vira para mim:

- Cara, abriu uma papelaria lá do outro lado da Passarela, fodona.
- É, eu vi. Maneira...
- Lá tem umas canetas maneiras para fazermos nossos desenhos das bases
(a gente costumava desenhar bases militares homéricas com papel contínuo que o pai dele trazia do trabalho)
- Mas não tenho dinheiro para comprar.
- E precisa? Vamos pegar na promoção de graça...
- Legal! De graça? Como isso?
- Seu idiota. A gente coloca no bolso e sai. A loja é grande, e ninguém vai reparar.
- Er... É seguro? Será que não vai dar merda?
(eu sempre era o mais "cagão")
- Claro. Vambora...

E fomos. Adentrando a loja, eu suava bicas, e estava super-nervoso. Parecia que ia assassinar alguém.

- Cara, eu acho que o segurança tá desconfiado da gente.
(o segurança olhando para outro lado)
- Vai a merda, Fábio. Vamos lá embaixo no sub-solo, que tem as canetas mais foda.

Chegando ao subsolo, ele que tinha ido de jaqueta para conseguir levar mais canetas de uma vez só, e eu, desprevenido e inocente sobre o assunto, fui de calça jeans com bolso rasgado, e camisa de algodão. Adentramos um corredor só de canetas especiais, e vi lá, um sonho de consumo meu: Uma caneta amarela fluorescente! Eu sempre tive vontade de ter aquilo, mas minha mãe sempre dizia que não tinha dinheiro para comprar uma para mim.

Pronto! Tinha achado o que ia levar para casa. Peguei a caneta e fiquei pensando onde ia enfiar. Pensei, pensei (e nisso, a jaqueta desse amigo meu, já lotada de canetas), e achei o lugar perfeito: coloquei ela dentro do tênis, na parte de cima.

- Vamos Fábio. Já é o suficiente.
- Tá bom. Vamos...

Nisso que estamos subindo para o térreo novamente, o segurança grita para a gente:

- Ei, vc dois!! Espera aí!!
- Putz! Fudeu Fábio... Vamos ali atrás e esvaziar os bolsos!

Terminamos de subir, dobramos à direita, onde tinha uma estante que tapava um pouco a visão, e meu amigo esvazia seus bolsos rapidamente, antes dele subir (ele devia ter pego umas 20 canetas diferentes - sinistro). Mas como eu tinha colocado a caneta no tênis, não deu tempo de tirá-la de lá.

- Caralho! Caralho! Caralho! Caralho!...
- Cara, tira isso do seu tênis...
- Tô tentando... tô tentando...

O segurança termina de subir.

- Ei, vcs dois... Esperem aí. Vou revistá-los.

Agora tô fudido - pensei. O cara revistou esse amigo meu, revistou, revistou...

- Humm... Vc tá liberado. Agora vc russinho...
- Pode me revistar (isso eu quase me cagando)

O cara olhou... olhou... olhou...

- Tira o tênis.
- O tênis?
(nisso esse meu amigo abre um olhão, e começa a suar tb)
- Sim, o tênis.
- Vai... tira aí. Pode olhar.
(fudeu, vou apanhar e depois vou para a Funabem - Vou perder meu brioco)
- Humm... Tá bom... Não precisa. Pode ir, garoto...
(puta q pariu... meu santo é forte para caralho. Deve ser o Arnold)
- Tchau.

E fomos embora. Como a caneta estava no peito do pé, por dentro do tênis, conforme andava, ela "beliscava" a pele. Como não podia mancar senão o cara ia desconfiar, fui andando "normalmente" até sumir de vista do segurança. Quando tirei o tênis, o treco tinha roçado tanto q tinha aberto uma ferida no meu pé, que ficou doendo para caralho. Pelo menos eu tinha a caneta que sempre quis ter, apesar de não ter valido a pena o esforço.

Quando chego em casa, minha mãe tinha acabado de chegar da rua.

- Oi filho. Cheguei. Comprei seu material escolar.
- Ah, legal. Comprou aquele caderno que pedi?
- Comprei sim... E uma surpresa...
- O que?
- Comprei aquela caneta que vc queria, fluorescente.

Puta que pariu. Tanto esforço para nada. Eu lembro que quase chorei quando ela falou isso, pq sabia q ela não tinha condições para me comprar, mas comprou assim mesmo, só para me agradar. Me senti o pior dos garotos. E o pior - Com um puta machucado no peito do pé, que nem podia explicar para minha mãe o porque daquilo.

E a caneta? Dei para aquele amigo meu que foi comigo lá.

Desse dia em diante, vi que não valia a pena ser desonesto por motivo nenhum.

- X - X - X - X -

Nota do He-man:


- Amiguinhos, vcs aprenderam no post de hoje com o titio Freg's, que roubar é feio, vc pode se fuder bonito, e não vale a pena. Então lembrem-se: Se for para roubar, somente se for na casa dos milhões, e muito bem feito, para mudar de vida e de todos os seus amigos. Fora isso, não vale a pena, e é melhor ser o mais honesto possível, pois quando surgir uma oportunidade, ninguém desconfiara de você. Até a próxima amiguinhos...


 Babaquice escrita pelo Fregola às 08h46



Aniversário do Guto...

É isso aê... Acabei de voltar nesse segundo do aniversário do Guto, lá na praia do Flamengo, 300. Foi maneiro pacas, e mó cabeçada compareceu. Foi foda.

Como já era de se esperar, o faz-merdinha aki, confundiu os endereços, e fui parar na praia de Botafogo, em vez de Flamengo. Porra, é tudo time, e assim confunde minha cabeça, merda. Bem feito para mim, que peguei uma puta chuva até chegar no local.

Bom, lá vai akela resumida mais do que básica, pq tenho q dormir pq amanhã é dia de branco (bom, e de negro tb, claro):


Para provar que estou levando a sério essa porra de emagrecer: Só alface e peito de frango (mas, hein?). Na segunda foto, Pacha sem rabo, Guto caminhoneiro sem caminhão, e Arkham o bárbaro.


Uma pontinha de Pacha, Arkham, Bob TT Esponja e PicoLéo. A segunda foto, é akela básica, da mesa. No finalzinho ali na direito, sou eu, tb conhecido hoje como "Frejola"(?)


Olha só quem apareceu!! Tatty Pattyzinha e Abacate raspado. Na segunda foto, inSanna e TT...


E as meninas mostram suas armas de charme. TT e Lara Sam. Na segunda foto, os homens mostram a deles. Que diferença, hein?


O grande Terry que veio do Peru (não igual a todo mundo, mas do peru, país), claro, não poderia faltar... Segunda foto: Impressionante a capacidade de gringo de querer inventar merda, não?


E a conta sai alta para caralho... Será que os garçons aceitam cartinhas da caixa de Pandora como pagamento?!?...

 

E o restante das fotos, depois eu coloco no Yahoo com mais calma, pq agora bateu um sono da porra... Uááááá...

GUTO... FELIZ ANIVERSÁRIO PORRA...

Complemento: Já disponibilizei o restante das fotos AQUI


 Babaquice escrita pelo Fregola às 03h33



Tô chegando mulhegada...

Dieta é quase como uma maldição. Resisti bravamente (pô, merecia até uma medalha de honra) a todas as tentações: final de semana de plantão direto, comprei vários kits sem gosto (lê-se coisas diet), e todas as vezes que fui em qq restaurante de comida a quilo, o prato era mais verde do que qq outra coisa, e não estou falando a cor do prato em si, mas da comida em cima dele (que coisa, não?).

 

Já começou a fazer efeito os meus esforço da dieta, até mais do que esperava. Subi na balança, e para me espanto, já se foram 4 quilos embora. Em apenas 1 semana!

 

Fiquei realmente impressionado. Se continuar nesse ótimo ritmo, em pouco tempo, vou alcançar meu objetivo, e vou concorrer a Mister Universo no final no ano...

 

Ah, sim... Fora isso, quem vai no niver Guto hoje?


 Babaquice escrita pelo Fregola às 07h26



 
 


Conheça mais sobre o Fregola:
leia como foi sua entrevista no programa do Jô Soares





Que porra é essa?!?




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15/12/2003






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