Nesse sábado, como era minha folga, dormi de dia, e só acordei era quase meia noite. - Putz... Não tem nada para fazer... Acho que vou passar no Feio (o Wicca), para a gente dar uma saída de bobe...
Fui na casa dele, chamei, e fomos no Habibs, e depois que voltamos, e ficamos conversando na entrada da minha vila.
Entre uma conversa empolgante e outra (estávamos falando de jogos tipo Serious Sam), pára um carro, e sai uma amiga e vizinha nossa para entrar na vila.
No que ela sai do carro, um funkeirinho magricela, da minha altura, doidão de cerva nas idéias, começa a mexer com ela, e partir para cima da garota. No que ele faz isso, nós dois gritamos: - Faaaala Robertinha!! Tranqüilo? (um grito do tipo, “se toca maluco, tu não vai fazer nada com ela não, e ela não está sozinha”, sabe?)
No que a gente fez isso, o cara travou, ela entrou.
Nisso a gente retorna a conversa normalmente, e o cara fica travado no mesmo lugar. - Porra Feio, é muito maneiro jogo assim... - Isso mesmo Fábio... Aí tem uma hora, que tem mó corredorzão que tu entra, e é mó perrengue, pq vem tipo uns touros, aí treme a porra toda... - Caralho... Que foda!... (e a conversa rolando, o funkeiro vem em nossa direção, cruza os braços e fica encarando o Feio fazendo cara de “Jáki Matadô” – Fez isso com ele, pq ele era “menor”)
- Er... Bom... Então blá, blá, blá... (a gente deu uma leve pausa, mas continuou a conversa) - Blá, blá, blá (e nisso, eu já me posicionei do lado do cara, para se ele tentasse algo – sei lá, né?)
Quando começou a me incomodar (e ao Feio tb), qndo eu “puxo” o ar para falar alguma coisa, o Feio se antecipa: - O que foi? Me achou bonito? Perdeu alguma coisa? Qualé a sua?!? Vaza... - Ezzz... Tu qué tomá umas porrada... Cheio de... Bzzz... Marra... (ventava para caralho em cima dele) - Porra cara, tu para aqui e fica olhando para a minha cara, deve estar apaixonado... Querendo me dar... - Caraaaalho... Muleke... Pôrra... aê preibói.... (nisso o funkeiro começa a se aproximar ainda mais do Feio)
Nisso eu interrompo (com uma mãozada no peito do funkeiro – o filho da puta chegou a balançar. Também pudera, com tanto álcool na idéia, qualquer um balançaria): - Peraê maluco... Ninguém aqui está para brigar... Tô aqui numa boa, trocando idéia com meu parceiro aqui, e tu quer confusão... Deixa disso... Vai para casa, toma um café e tá tudo tranquilo, beleza irmão? Vai lá, vai lá...
Nisso que eu “separo” o cara, e coloca a mão no meu braço, faz cara de fofão (sabe? Aperta os lábios um contra o outro e estufa a bochecha), aperta com “mó força” que daria até para esmagar um copo de plástico descartável (eu acho).
- Ai meu saco... (eu olhando pra ele apertando) - Huuummmpff... Hummmppff... (fazendo uma força do cão) - Cansei da brincadeira (eu dou um puxão no meu braço, e o féla quase cai no chão) - Tu tb merece umas porradas preibói... - Porra doido... Na boa... Tu tá cheio de cerva na idéia, e eu não bebi nada... Tu tá na vantagem... Tenho certeza q tu é sinistro... Agora vai para casa e toma uma coca-cola... - Tu tá muito cheio de marra, prêi... Eu posso bater nos dois... - Âââiiii meu saco... (olhando pro céu, como quem dissesse “ninguém merece”)
No que estou tentando levar o cara “na idéia” para parar de encher a porra do nosso saco, aparecem mais 2 funkeiros do nada (essas porras deve brotar de fezes de animais silvestres)
- Aê Creissson... (Pseudo-nome inventado, pq não lembro do nome do funkeiro) - Esses prei aki, tá cheio de marra e vô pranchá... - Deixa disso cara... Vambora pro Castelo (Castelo das Pedras – Baile funk q tem mais ou menos perto dali)
Eu: - Aê cara... (falando com o “funkeiro consciente” – o outro parecia que queria ver o circo pegar fogo mesmo) - Oi... - Leva o teu amigo para casa... Ele vai acabar arranjando confusão, e vai arrumar merda por aí... Dá um café pro cara, beleza?... - Beleza... Vou levar sim...
Nisso os amigos dele levam o cara dali, e a gente continua nosso papo. Já prevendo futuras merdas (funkeiro é foda), falei com o Feio para a gente continuar a trocar a idéia dentro da vila. Não deu outra... Passa mais 10 minutos, e volta o funkeiro, cheio de atitude, entra na vila, dá de cara com o portão, balança ele (acho q queria provar q era macho – ah, vai dar o cú para outro, porra) e depois, frustado, vai embora. A gente permanece no mesmo lugar, olhando a cena patética.
É por isso que eu digo: Funkeiros... ô raça desgraçada!!
Queria algum dia realizar um sonho de um amigo meu (o Wesley) que tb passou a ser meu: Instalar um monte de explosivos C4 num baile desses, e na hora que o cara lá gritasse “Solta o pancadão, DJ” eu acionaria o botão para explodir a porra toda, e BUUUM!! Mandava esses funkeiros tudo para a casa do caralho...